Já não sou mais uma criança
Mas lembro como se fosse ontem
Você, deitada... com sofrimento e tristeza
Eu via sua alma cada vez mais se afastar do corpo em que habitava
Sua pele pálida, um sorriso fraco, de quem ainda tentava mostrar
uma vontade de viver
Lembro-me que em seu velório que não consegui derramar uma lágrima
Via rostos em lágrimas, mas não entendia o como não conseguia
fazer o mesmo, mesmo com tanta dor
Eu fiquei estático, como uma montanha que repousa a anos
Ali, do lado do seu caixão...
E o mesmo no seu enterro...
Não sabia se queria que eu fosse forte
Faz anos que partiu, mas ainda sinto sua falta
Já perdi a crença, em tudo que poderia vir
Não vejo mais fotos suas, mas tenho seu rosto desenhado na minha mente
Quando andava quilômetros, todos os meus aniversários
Poderia está de mãos vazias que só sua presença, já me era o bastante
Penso em um dia te encontrar
Após as almas, onde reside, descansando eternamente.
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